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Histórias Municipais e Corografias
A
seção de histórias municipais
apresenta o mesmo tipo de singularidade e “raridade”
que a coleção de livros de memórias:
muitas obras são edições
pequenas, fora do comércio e com circulação
muito restrita. São mais ou menos 650 volumes
sobre mais de 250 cidades. Como os novos municípios
mineiros são na verdade distritos que ao
longo do tempo foram se emancipando dos municípios
mais velhos, a coleção cobre virtualmente
todo o território do Estado. Os municípios
com o maior número de obras são:
Belo Horizonte (mais de 100), Ouro Preto (mais
de 40), Diamantina, São João Del
Rei, Juiz de Fora, Paracatu, Pitangui, Sabará,
Curvelo e Tiradentes. Muitas dessas histórias
muni-cipais apresentam um forte caráter
memorialístico, da mesma forma que muitos
dos livros de memórias oferecem muitas
informações sobre a cidade natal
de seus autores. Outras fontes importantes de
informações sobre os municípios
existentes na biblioteca são a
Enciclopédia dos Municípios Brasileiros,
do IBGE (4 volumes sobre Minas Gerais); as corografias
e memórias municipais publicadas na RAPM;
os Anuários de Nelson
de Sena de 1906,1907,1909,1911 e 1918; e as obras
de Rodolfo Jacob, Minas Geraes no XXº
Século, 1911; de Victor da Silveira,
Minas Gerais em 1925; de Nelson de Sena,
A Terra Mineira, 1926; de Roberto Capri, Minas
Geraes e seus municípios, 1916;
de Álvaro da Silveira (já citados),
entre outras.
Entre
as corografias, monografias e memórias
municipais podem ser citados a Chorographia
do município de Boa Vista do Tremedal,
de Antônio da Silva Neves, de 1908; o Bicentenário
do Serro, de Alcebíades Nunes,
de 1914; O Município de Arassuahy,
de Leopoldo Pereira , de 1913; a Notícia
estatístico-chorografica e histórica
do município de Araxá,
de Hildebrando Pontes, de 1928; as Notas
históricas do município de Theophilo
Ottoni, de Reinaldo Ottoni Porto, de
1928; as Memórias do Alto Rio Doce, de
1932; a Monografia sobre Ferros,
de 1939; a Monografia histórico-corográfica
de Conselheiro Lafaiete, de 1942; O
município de Cataguazes, de Artur
Vieira de Rezende e Silva, de 1908; as Excavações
ou apontamentos históricos da cidade de
Pitanguy, de Joaquim Antônio Gomes
Silva, de 1919; a Memória do Serro
antigo, de Dario A. F. da Silva, de 1928;
a Monographia de Santo Antônio do
Amparo, de Vicente Soares, de 1931; o
livro Montes Claros: breves apontamentos
históricos, geographicos e descriptivos,
de Urbino de Souza Vianna, de 1916; o Município
de Patos, de Roberto Capri, de 1916;
o Diccionario chorographico de estatística
chorographica de distancias do Estado de Minas
Geraes, de 1917, de Pelicano Frade; e,
finalmente, o Album chorographico municipal
do Estado de Minas Geraes, da Secretaria
da Fazenda, de 1927 (somente mapas); e o Atlas
chorographico municipal, também
da Secretaria da Fazenda, em 2 volumes, de 1926.

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