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Literatura

Não sendo especialista, a seção de literatura pode ser melhorada com a ajuda de pessoas da área. De qualquer modo, foram utilizados os seguintes critérios para a formação do acervo inicial:

  1. Trabalhos de crítica literária e história da literatura mineira;
  2. Priorizar obras sobre Minas ou com forte conteúdo regionalista ao invés de obras de autores mineiros.

São muitas obras de estudos e crítica literária: Martins de Oliveira, História da Literatura Mineira; Waltensir Dutra e Fausto Cunha, Biografia crítica das letras mineiras - esboço de uma história da literatura em Minas Gerais; Oscar Mendes, Poetas de Minas; Eduardo Frieiro, Letras Mineiras, Dois romancistas da terra mineira, Encontro com escritores, O clube dos grafômanos, A ilusão literária; Assis Brasil, A Poesia mineira no século XX; Helena Bomeny, Guardiães da razão: modernistas mineiros; Luiz Carlos Abritta, O movimento modernista em Cataguases; Antônio Sérgio Bueno, O modernismo em Belo Horizonte - década de vinte; Maria Zilda Ferreira Cury, Horizontes Modernistas: o jovem Drummond e seu grupo em papel jornal; Fábio Lucas, Temas literários e juízos críticos; Fernando Correa Dias, João Alphonsus: tempo e modo; Blanco Lobo Filho, A poesia de Henriqueta Lisboa; Affonso Romano de Sant’ana, Drummond: o gauche no tempo; Francisco Achcar, Carlos Drummond de Andrade; José Maria Cançado, Os sapatos de Orfeu: biografia de Carlos Drummond de Andrade; Emanuel Moraes, Drummond rima Itabira mundo; Silviano Santiago, Carlos Drummond de Andrade; Antônio Barreto et al., Novos contistas mineiros; Em memória de João Guimarães Rosa, (vários autores); Abigail de Oliveira Carvalho, Eneida Maria de Souza e Wander Melo Miranda (org.), Presença de Henriqueta; M. Rodrigues Lapa, Vida e Obra de Alvarenga Peixoto e muitos outros.

Na coleção do ICAM há centenas de obras sobre Minas e/ou com forte conteúdo regionalista. Na impossibilidade de citar todas elas, quero mencionar, a título de exemplo, as seguintes: João Lúcio, Bom viver (costumes mineiros), de 1917 e Pontes e Comp. (costumes mineiros), de 1912; Pelayo Serrano, Contos Sertanejos, de 1902; Bernardo Guimarães, História e tradições da província de Minas Geraes: a cabeça de Tira-dentes e a filha do fazendeiro, de 1867; Cláudio Manoel da Costa, Villa Rica, poema, de 1839 (talvez o mais raro e precioso livro de toda a coleção); João Raymundo Duarte, Recordações Mineiras, de 1917; Avelino Foscolo, A Capital e Morro Velho; Amil Alves, Tocaia (romance rural); José Affonso, Seleta de prosadores mineiros, de 1914; Nelson de Faria, Bazé (estórias sertanejas), Tiziu e Cabeça torta; Wilson de Lima Bastos, vários romances do ciclo do café na Zona da Mata mineira; Agripa Vasconcelos, vários romances históricos; Abílio Barreto, A noiva do tropeiro (costumes mineiros); Cyro dos Anjos, O amanuense Belmiro, de 1937 e toda sua obra; Waldemar Versiani dos Anjos, O jornal de Serra Verde e Simplício; Da Costa Santos, Jóias da poesia mineira; Domício Proença Filho, A poesia dos inconfidentes: poesia completa de Cláudio Manoel da Costa, Tomaz Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto; Mário de Lima, Collectanea de auctores mineiros: prosadores, e Collectanea de autores mineiros: poetas, ambos de 1922; Alfredo Marques de Azevedo, Poemas caipiras; Gilberto Alencar, Memórias sem malícia de Gudesteu Rodovalho; Alberto Deodato, A doce filha do juiz, de 1929 (xerocopiada); Leonidas Lorentz, Minas Gerais em versos; Cirilo Arcanjo Diniz, Poemas de Minas Gerais e outros mais; Maria de Lourdes Reis, Minhas Gerais; Ângela Leite de Souza, Estas muitas Minas; Dantas Mota, Elegia do país das Gerais; Murilo Mendes, Contemplação de Ouro Preto; José da Rocha Paixão, Verso Minas, ver-so-Minas; Mário Palmério, Chapadão do Bugre e Vila dos Confins; Henriqueta Lisboa, Belo Horizonte bem querer, Madrinha lua, Montanha viva: Caraça; e um grande número de publicações das Academias de Letras de vários municípios. É preciso lembrar, acima de tudo, das obras de Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos. Também devem ser lembrados Geraldo França de Lima, Carlos Herculano Lopes, Rui Mourão, Adélia Prado e, sem ter necessariamente um caráter regionalista, Aníbal Machado, João Alphonsus, Autran Dourado, Emílio Moura, entre outros.

Para não citar apenas autores mineiros, encerro a seção de literatura com uma das maiores obras poéticas do Brasil: Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles.

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