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Política

O tema mais estudado da história política, e possivelmente de toda a história de Minas, é a Inconfidência Mineira. A biblioteca do ICAM possui mais de 30 obras sobre o assunto. Podem ser citados os clássicos de Joaquim Norberto de Souza Silva (edição de 1873, mas lido pelo autor no IHGB em 1859-60); de Lúcio José dos Santos e Antônio Torres (escritos na década de 1920); os Autos da Devassa, (11 volumes) e o importante estudo de Kenneth Maxwell, Conflicts and conspiracies. Também sobre a Revolução Liberal de 1842, a coleção possui obras raras e importantes, como a História da Revolução de Minas Geraes em 1842, exposta em hum quadro chronologico, organisado de peças officiaes das autoridades legitimas dos actos..., de 1843; a História do Movimento Político, que no ano de 1842 teve lugar na Província de Minas Geraes, do Cônego Marinho, de 1844; o livro de João Batista de Moraes, Revolução de 1842: memória acompanhada de documentos e autographos lida no Instituto Histórico e Geographico de São Paulo, de 1908; o livro de Eduardo de Menezes, A Revolução Mineira de 1842, de 1913; o livro de Aluísio de Almeida, A Revolução Liberal de 1842, (1944); a obra de Martins de Andrade, e outros.

Entre as obras sobre a Revolta de Felipe dos Santos, são particularmente preciosos e raros os livros A Revolta de 1720 em Villa Rica, publicado em 1898 e com autoria atribuída ao Conde de Assumar; Sedição de Villa Rica:1720, de A. Teixeira Duarte, de 1913 e o Discurso histórico e político sobre a sublevação que nas Minas houve no ano de 1720, publicado pela FJP.

Sobre a guerra dos Emboabas, o ICAM reúne várias obras como Episódios da Guerra dos Emboabas e sua geografia, de Eduardo Canabrava Barreiros; Emboabas, de José Soares Mello; As lutas entre Emboabas e Paulistas e suas conseqüências, de Carlos Affonso dos Santos; Os emboabas, de S. Suannes e A Guerra dos Emboabas, de Isaías Golgher.

A coleção possui muitos livros sobre a revolução de 1930 como, por exemplo, A Palavra do Presidente Antônio Carlos na Campanha da Aliança Liberal, de 1930; Artur Bernardes e a Revolução, de Amarílio Jr., (1931); A Revolução em Minas: fumaça de trincheira, de Clorindo Valadares (1930); Concentração Conservadora de Minas Gerais, de 1930; Emboscada de Bugres: Tiburtina e a Revolução de 30, de Milene Coutinho Maurício, além de vários trabalhos acadêmicos sobre o assunto, como o V Seminário de Estudos Mineiros e o número especial da Revista da Fundação João Pinheiro. Também devem ser lembrados sobre o período (incluindo a Revolução Paulista de 32) as obras de José Eustáquio Romão sobre o Arquivo Odilon Braga, com material sobre 30, a biografia de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, de Lígia Pereira e Maria Auxiliadora Faria, bem como a de Wladimir Pinto, a publicação da Secretaria de Estado do Interior, Movimento de 9 de julho de 1932, e os trabalhos dos historiadores da Polícia Militar como A PM na paz, na guerra e nas revoluções; História do 3º Batalhão, de Anatólio Alves de Assis e Três Revoluções: a atuação da Polícia Militar de Minas Gerais, a antiga Força Pública, nos movimentos revolucionários de 1924, 1930 e 1932, esboço histórico, de Paulo René de Andrade. Além dos estudos sobre movimentos revolucionários, a coleção possui muitos trabalhos importantes sobre política mineira. Devem ser citados a famosa Circular dedicada aos Srs. Eleitores de Senadores pela Província de Minas Gerais... de Teófilo Otoni, de 1860; a Carta aos senhores eleitores da Província de Minas Gerais, de Bernardo Pereira de Vasconcelos, em edição de 1899; o Manifesto - Programa, de João Pinheiro; o Manifesto dirigido pelo Exmo Sr. Dr. Arthur da Silva Bernardes, de 1918; o livro de Estevam de Oliveira, Notas e Epístolas - páginas esparsas da Campanha Civilista; a Excursão eleitoral a Bahia e Minas, de Rui Barbosa, de 1910, entre muitas obras raras sobre política mineira.

Sobre a Primeira República são importantes os trabalhos de Maria Efigênia L. Resende, Paul Cammack, Peter Blasenheim, John Wirth, Vera Alice Cardoso Silva, Amilcar Martins Filho, Maria Auxiliadora Faria, David Fleischer, Daniel de Carvalho, Pedro Rache (Homens de Minas), Joaquim de Salles (Se não me falha a memória), Mário Casassanta, Guerino Casassanta, entre muitos outros.

Sobre partidos políticos em Minas os estudos de Plínio de Abreu Ramos, O PSD mineiro; Pedro Maciel Vidigal, P.R. e P.S.D. e os artigos sobre partidos, eleições e mandonismo local publicados na Revista Brasileira de Estudos Políticos. Há vários estudos sobre políticos mineiros, como JK, Tancredo Neves, Milton Campos, Pedro Aleixo, José Maria Alkmin, e sobre o período mais recente da história política de Minas como, por exemplo, o traba-lho de Heloísa Starling, Os Senhores das Gerais, entre outros.

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