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INAUGURAÇÃO DA OFICINA DE ENCADERNAÇÃO E RESTAURO GUITA MINDLIN
O Instituto Cultural Amilcar Martins inaugura a Oficina de Encadernação e Restauro Guita Mindlin em homenagem à restauradora e encadernadora de livros, Guita Mindlin, falecida em 2006.
O evento terá a presença do Dr. José Mindlin e família e da presidente do Instituto Cultural Amilcar Martins, embaixatriz Lúcia Flecha de Lima.
Dia 13 de abril de 2007, às 17:00 hs
Local: Instituto Cultural Amilcar Martins
Av. Afonso Pena, 867 – 19º andar
Centro – Belo Horizonte/MG
Guita Mindlin (1916-2006)
D. Guita tinha 20 anos quando conheceu seu futuro marido, José Mindlin, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ela caloura, ele formando. Casaram-se e tiveram quatro filhos: Betty, Diana, Sérgio e Sônia.
Formou-se em Direito em 1940, mas já então compartilhava com o marido a paixão pelos livros. Acabou se dedicando à preservação e restauração dos milhares de volumes que o casal adquiriu ao longo da vida.
Para isso, correu o mundo, visitou importantes bibliotecas, fez cursos de encadernação e restauro no Brasil, França, Espanha e Alemanha e montou um laboratório dentro de casa com a finalidade de cuidar melhor dos livros raros.
Na década de 70, em parceria com o Instituto de Pesquisa Tecnológicas, chegou a desenvolver uma máquina de reconstituir papel.
Com a autoridade de quem estuda o assunto há muito tempo, Guita, em parceria com Tereza Brandão Teixeira, criou uma associação (ABER) sem fins lucrativos, com o objetivo de congregar profissionais e entidades ligadas à conservação e restauração dos livros, documentos impressos e manuscritos, à encadernação artesanal, estimulando o interesse coletivo pela documentação gráfica. A associação, apoiada pela Escola Senai Theobaldo de Nigris, movimentou São Paulo e o Brasil com cursos e palestras de especialistas.
Grande aliada de José Mindlin na paixão pelos livros, Guita é parceira e cúmplice na formação da maior biblioteca particular do Brasil: um acervo de mais de 40 mil títulos, entre os quais muitos raros ou únicos, reunidos em sete décadas.
Além da grandeza de uma obra de sonho, a biblioteca de Guita e José Mindlin é tocada pela grandeza da generosidade do casal: a Coleção Brasiliana, um acervo de mais de 17 mil títulos que tratam somente de cultura brasileira, foi doada à Universidade de São Paulo em 2006. Nesse conjunto constam obras de literatura, história, sociologia, poesia. Dentre as raridades estão documentos do séc. XVI com as primeiras impressões que padres jesuítas tiveram do Brasil, jornais anteriores à Independência e manuscritos que resgatam a gênese literária de grandes obras, como “Sagarana” de Guimarães Rosa e “Vidas Secas” de Graciliano Ramos.
A Oficina de Encadernação e Restauro Guita Mindlin foi criada e mantida através do patrocínio da Gerdau-Açominas

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